Todos degustavam as delícias portuguesas, acomodados em volta dos barris de vinhos. Nascia a Adega que recebeu o nome de FLOR DE COIMBRA, por conta de um amor antigo não corrspondido: Poucas mesas, cardápio reduzido e, como o 'O peixe morre pela boca", a freguesia, logo chegou e fez da casa mais um ponto de encontro na Lapa. Próximo à porta uma tabuleta avisava aos fregueses a data de fechamento e reabertura. Este é um fato inusitado. José Lourenço durante os meses de janeiro, fevereiro e março fechava a sua adega para tirar férias merecidas. No cardápio uma recomendação "AQUI SÃO PROIBIDOS OS BEIJOS OUSADOS". O vinho Pérola Gaúcha, continua João, envasado por nós em pequenas garrafas atraíram na década de 60 os estudantes, hoje empresários e profissionais liberais, que passaram a freqüentar a casa. Artistas, Intelectuais, poetas e músicos têm mesas cativas assim como os antigos fregueses que hoje almoçam e jantam com seus filhos e netos recordando os velhos tempos do Rio. Na terra de poetas, de artistas, terra Lapa, da boemia de Madame Satã, dos bate-papos intermináveis de Manuel Bandeira, Villa Lobos, Portinari, Di Cavalcanti, Noel Rosa e Pixinguinha, lá está a casa, portuguesa com certeza, que no cardápio conta toda a sua tradição.